segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Ceará concentra 66% do total de casos de chikungunya confirmados no Brasil em 2017


O Ceará fechou o ano de 2017 com 99.984 casos de chikungunya confirmados, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Fortaleza concentra 57,4% dos casos confirmados: 57.435 casos. Cento e sessenta e duas pessoas morreram, no Ceará em decorrência da doença, das quais, 129 na capital. O número de casos de chikungunya registrado no estado representa 66,1% do total de casos registrados em todo o país.

O estado também é recorde na taxa de incidência da doença. Enquanto que no Brasil a incidência está em 90,1 casos por grupo de 100 mil habitantes, no Ceará a incidência chega a alarmantes 1.271,3 casos/100 mil hab. A incidência da doença na Região Nordeste é de 249,5 casos/100mil hab. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera nível epidêmico quando uma cidade ou região tem mais de 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes.

Transmitida pelo mesmo vetor da dengue e da zika - o mosquito Aedes Aegypti - a chikungunya causa dores terríveis não apenas durante os dias em que o vírus está circulando no corpo da pessoa que o contraiu, mas por muito tempo depois da "cura". Em seus primeiros dez dias, os sintomas costumam ser febre, fortes dores e inchaço nas articulações dos pés e das mãos.

Em alguns casos, ocorrem também manchas vermelhas no corpo. Mas mesmo com o fim da viremia - período em que o vírus circula no sangue - a dor e o inchaço causados pela doença podem retornar ou permanecer durante cerca de três meses.

De acordo com especialistas, em cerca de 40% dos casos, os sintomas tornam-se crônicos e podem permanecer por anos. Entre as sequelas da doença, são apontadas inflamação crônica nas juntas, dormência nos membros, câimbras e dificuldades de caminhar, doenças reumatoides, como a artrite. Além disso, também pode desestabilizar doenças cardíacas, problemas renais e diabetes.

Cuidados


Com o início da pré-estação chuvosa no Ceará aumenta o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. O ovo do mosquito consegue sobreviver por mais de um ano, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Por isso, para a prevenção dessas doenças, é fundamental evitar o acúmulo de água parada sem proteção, especialmente nesse período de chuvas.

A fêmea põe os ovos e no primeiro contato com gotinhas de água eclodem, viram larvas, pupas e depois o mosquito adulto. Tudo isso muito rápido. Com as condições de temperatura e umidade do Ceará, em oito dias o ovo, em contato com água, vira mosquito adulto e sai.

Limpar as calhas, tampar e vedar bem quaisquer recipientes que podem acumular água, como potes, pneus, barris e caixa d'água, que deve ser mantida limpa, por exemplo, são outras importantes ações que, se realizadas regularmente, evitam focos do Aedes aegypti.

Fonte: G1 Ceará

sábado, 30 de dezembro de 2017

Médicos cearenses fazem paródia em vídeo para denunciar problemas na saúde pública

Médicos cearenses fazem paródia em vídeo para denunciar problemas na saúde pública


Médicos cearenses gravaram uma paródia denunciando os problemas da saúde pública no estado. O vídeo, realizado pelos sindicato dos médicos e divulgado na internet no último dia 22 de dezembro, tem mais de 600 mil visualizações. Cerca de 50 profissionais, além de dois pacientes, participaram da gravação. Em resposta, as secretarias estadual e municipal da saúde enviaram nota negando os problemas relatados.

A paródia teve como base a música “Um Novo Tempo”, tradicional nas campanhas de fim de ano da TV Globo. A presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Mayra Pinheiro, explica que a escolha foi feita para chamar atenção do estado e do país, já que, segundo ela, ao contrário da mensagem original da música, na saúde pública do Ceará “nada muda”.

Sindicato

Segundo Mayra Pinheiro, os profissionais foram motivados a fazer o vídeo após desabafo de um médico do hospital César Cals que tem mais de 50 anos de experiência.

“Um dos nossos médicos nos procurou chorando, dizendo que ia abandonar a medicina porque não aguentava mais assistir a morte dos doentes jovens por falta de medicamentos".
"Nós ficamos muito sensibilizados e aquilo virou pra gente um recomeço, porque estávamos cansados de fazer denúncia ao Ministério Público e falar com o Governo do Estado”, relata a presidente do sindicato.

O profissional em questão é José Otho Leal Nogueira. No vídeo, dedicado a ele, o médico aparece falando das dificuldades que vivencia na saúde pública. “Os problemas sempre existiram, mas chegou a um ponto de intolerabilidade".

"É cruel você morrer porque é pobre. Isso é intolerável, e eu vejo isso todo dia”, lamenta o médico.
Entre os problemas, Mayra Pinheiro denuncia a falta de insumos em hospitais tidos como referência; pacientes e familiares nos corredores de hospitais convivendo com sujeira e insetos; falta de medicamentos em postos; fila de espera para cirurgia e exames especializados; mortalidade hospitalar de até 30% em algumas unidades, e até órgãos jogados no lixo por falta de condições para realização do transplante.

Médico psiquiatra, Adelmo Pontes Aragão também participa da denúncia e afirma ter feito o vídeo para alertar sobre a situação da saúde mental no estado. “Fiz por conta da luta em favor de não fechar os leitos em hospitais mentais. Quem trabalha nos hospitais públicos vê a precariedade, isso vem crescendo nos últimos anos”, comenta.

Rede estadual

Em nota, Secretaria da Saúde do Estado do Ceará informou que a falta de insumos é pontual e deve-se a fatores externos e burocráticos. "Fatores que envolvem o fornecimento, como realinhamentos de preços, atrasos de entrega, requerimentos de troca de marca por parte dos ganhadores das licitações, além de trâmites burocráticos necessários para dar mais segurança ao processo de aquisição. Todas as unidades são reabastecidas à medida que insumos e medicamentos são entregues pelos fornecedores", afirma a nota.

Sobre a fila para cirurgias, a Sesa informou que de janeiro a novembro de 2017, os hospitais da rede do Governo do Ceará realizaram 59.910 cirurgias e 81.868 internações. "A projeção é que até o fim deste ano esses índices cresçam, respectivamente, 10% (cirurgias) e 12% (internações)", diz a nota.

Já com relação a mortalidade hospitalar na rede estadual, a secretaria afirma que o índice caiu 12% em 2017.

Rede Municipal

Também por meio de nota, a Secretaria Municipal da Saúde se posicionou afirmando que "nenhuma das denúncias formuladas pelo Sindicato dos Médicos é verdadeira com relação às unidades de saúde do Município de Fortaleza".

De acordo com a SMS, não há falta de insumos nas unidades de saúde do Município. "Se eventualmente houve falha no abastecimento, com falta pontual de algum item, foi decorrente do volume da demanda de atendimentos em uma unidade específica, mas assegura que a reposição sempre é feita em tempo hábil. Em relação às UPAS, a gestão da Saúde informa que não há nenhum registro de problemas em relação às unidades municipais".

Conforme a nota, "84 medicamentos prioritários da Atenção Básica estão garantidos nas 110 farmácias dos Postos de Saúde e nas seis Centrais de Distribuição de Medicamentos instaladas nos Terminais de Ônibus e que funcionam como suporte a uma eventual falta de qualquer um dos medicamentos no Posto de saúde".

Sobre a fila para exames especializados, a secretaria informa que, de acordo com a Central de Regulação, são realizados cerca de 120 mil exames especializados mensalmente na rede própria e conveniada.

Já sobre o Hospital da Mulher, também citado no vídeo, a nota diz que a gestão municipal implementou um novo modelo de funcionamento, resultando no aumento da capacidade de atendimento da unidade. "Hoje, a unidade funciona de forma completa, tendo registrado, até outubro deste ano, 140.397 atendimentos entre internamentos, partos, consultas médicas e ambulatoriais, além de 4.439 cirurgias"

Fonte: G1 Ceará

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Governo do Ceará quer zerar fila de cirurgia não urgente utilizando parceria com iniciativa privada



O Governo do Estado do Ceará pretende zerar a fila de cirurgias eletivas (não urgentes) até 2018 utilizando serviços da iniciativa privada. De acordo com o governador Camilo Santana, a Assembleia Legislativa já aprovou a autorização para este tipo de parceria.
Com a aprovação, o projeto será implantado no início de 2018, e a meta é começar a redução da fila ainda em janeiro, zerando a espera durante o primeiro semestre do ano, de acordo com a assessoria de comunicação do governo.
Até junho de 2017, 18.434 pessoas esperavam por uma cirurgia eletiva no Sistema Único de Saúde(SUS), no Ceará, conforme levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Medicina no início de dezembro. O levantamento foi feito em 16 estados e 10 capitais.

As maiores filas por tipo procedimento são:

  • Intervenções no aparelho da visão com 7.912 pacientes
  • Aparelho digestivo (3.978 pacientes)
  • Aparelho geniturinário (2.779)
  • Osteomuscular (1.658)
  • Face, da cabeça e do pescoço (1.101).

                                                                                                    Fonte: G1 Ceará

sábado, 16 de dezembro de 2017

Anvisa divulga novas imagens de advertência para embalagens de cigarros



As empresas fabricantes de cigarro já podem usar nas embalagens as novas imagens de advertência sobre os riscos do uso do cigarro para a saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução com nove imagens de advertência sanitária, que devem ocupar toda a parte frontal das embalagens de cigarro fabricado no Brasil.

A mudança será obrigatória a partir de 25 de maio do ano que vem, mas os fabricantes que preferirem já podem fazer a mudança. O novo modelo gráfico prevê o alerta aos fumantes também na lateral da embalagem, que tem novo modelo para a mensagem de proibição de venda do produto a menores de 18 anos, em fundo vermelho.

A cor de destaque das imagens é o amarelo, que, segundo a Anvisa, dá maior visibilidade para as mensagens, que têm temas como câncer de boca, cegueira, envelhecimento, fumante passivo, impotência sexual, infarto, trombose e gangrena, morte e parto prematuro. A lateral da embalagem continua preta, mas deve constar um alerta de perigo sobre produto tóxico,

A nova resolução vale para todos os produtos fumígenos, como cigarro, charuto, fumo de cachimbo, fumo de narguilé e rapé, entre outros. Passado o prazo de 25 de maio, as embalagens antigas não devem mais ser produzidas, distribuídas, expostas à venda nem comercializadas. Caso não cumpra a determinação, a empresa fabricante pode ser punida por infração sanitária, com pagamento de multas que chegam a R$ 1,5 milhão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável, no mundo. Além disso, 63% das pessoas que morrem por doenças crônicas não transmissíveis adquiriram a doença por conta do tabagismo.

Fonte: Agência Brasil