segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Chuva de granizo volta a ocorrer no interior do Ceará

Chuva de granizo volta a ocorrer no interior do Ceará

Cidades do interior do Ceará voltaram a registrar chuva de granizo neste fim de semana. O fenômeno ocorreu nos municípios de Massapê, na região Norte do estado, e em Santana do Cariri, no sul do Ceará.

Os moradores das duas cidades registraram a chuva incomum no Ceará e postaram vídeos em redes sociais. "Pela primeira vez caindo gelo na nossa localidade. Obrigado, meu Deus todo-poderoso", disse um morador de Padre Linhares, distrito de Massapê.

Em Santana do Cariri, dois homens jogavam sinuca quando se assustaram com a chuva de pedras de gelos. (Veja no vídeo)

Esta é pelo menos a terceira vez que ocorre chuva de granizo no Ceará entre dezembro de 2017 e o início deste ano. O fenômeno mais intenso ocorreu em Parambu, em 21 de dezembro, quando uma localidade rural teve o solo coberto de gelo.

Fonte: G1 Ceará

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Funceme explica o que motivou chuva de granizo em Parambu


A aglomeração de nuvens do tipo cumulo nimbus, no chamado Sistema Convectivo de Mesoescala (SCM), está por trás da chuva de granizo que impressionou os moradores de Serra dos Lopes, distrito de Parambu, a 400 quilômetros de Fortaleza. A chuva foi registrada na madrugada desta quinta-feira (21).
O SCM se forma em virtude da atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema meteorológico típico da Pŕe-Estação Chuvosa, explica a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme).
É comum a formação de granizo em nuvens do tipo cumulonimbus, já que as temperaturas no topo delas chega a -60°C, afirma Raul Fritz, supervisor da Unidade de Tempo e Clima, da Fundação. No entanto, ao se precipitarem, a queda na temperatura faz com que a água saia do estado sólido para o líquido.
Em regiões mais altas, como no caso da Serra dos Lopes, distrito de Parambu, a distância entre as nuvens é menor, tornando possível a percepção do fenômeno natural.
“Primeiramente, as gotículas de água na nuvem vêm a formar cristais de gelo, no seu congelamento. Quando estes se tornam suficientemente grandes, começam a precipitar em direção à base da nuvem. Gotículas de água líquida super-resfriadas se agregam ao granizo em precipitação, aumentando o seu volume. Fortes correntes ascendentes de ar dentro da nuvem elevam esse granizo para partes mais altas, até que ele volte a cair. Nessa queda, mais gotículas super-resfriadas se juntam ao granizo aumentando ainda mais o seu volume e massa. Ocorre um momento em que o seu peso é suficiente para naAlém dos registros em Parambu, houve também relatos de formação de granizo em Nova Olinda, conforme a Funceme. O fenômeno não se traduz em precipitações de grande volume, no entanto. De acordo com a Funceme, choveu apenas 18 milímetros.da mais deter a sua queda e, então, acontece a chuva de granizo, que atinge a superfície se o granizo não derreter totalmente durante a queda”, afirma Fritz.
Fonte: Tribuna do Ceará