Localizado a cerca de 50 km da sede deste Município da Zona Norte, no distrito de Taperuaba, o Olho d'água do Pajé já foi considerado um dos pontos de visitação mais procurados de Sobral por aqueles que apreciam passeios ecológicos e o contato direto com a natureza, aqui representada pela paisagem resistente do Semiárido.
Cercado por pedras centenárias e pela vegetação característica da região, como o mandacaru, por exemplo, o local sempre atraiu pessoas, o ano inteiro, que buscavam se beneficiar de duas fontes de água que nunca secaram, ao longo dos anos, de acordo com os moradores da região.
A fonte ainda mantém temperaturas bem distintas para a água que brota da terra, sendo uma morna e outra mais fria; mas que não tem sido aproveitada.
Propriedades Medicinais
"A piscina que recebe a água que sai das fontes, hoje, não serve nem para matar a sede", lamenta Francisco Alves Carneiro, morador do município de forquilha, que costumava visitar o local.
"Dá pena ver uma estrutura dessas abandonada, sem utilidade". As trilhas, que se abrem por entre os arbustos, e percorrem o espaço, próximo aos tanques, levam a
uma estrutura de alvenaria que chama atenção. No meio do Semiárido, entre rochas e mandacarus, se ergue um complexo turístico, formado por sete chalés, equipados com cozinha e banheiro; restaurante, área para festas, uma cocheira para animais de passeio; além de uma piscina para adultos e duas para crianças. No complexo, que sofre a inevitável ação do tempo, não há serviço de vigilância.
Por falta de lâmpadas nos postes, à noite, tudo fica em completa escuridão. Os portões de ferro dos chalés estão enferrujados; ao redor, o mato avança próximo às casas que pertencem à chamada estância termo-hídrica- mineral, que nunca chegou a funcionar, assim como as piscinas, já depredadas.
Revitalização
Francisco Ávila, assessor de Educação Ambiental da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), órgão responsável pelo espaço.
Bruno Ary, diretor de Parques, Jardins e Unidades de Conservação do Município, já divulga a criação de um Centro de Visitantes, com mapa interativo, interligando o Olho d'água do Pajé a outros atrativos naturais da região de Taperuaba, como o Refúgio de Vida Silvestre Pedra da Andorinha.
Parceria
Enquete
"Quando começaram a construir, pensamos que serviria para atrair pessoas e criar emprego, mas nada disso aconteceu. A piscina foi construída e não passou disso. O restante da obra está parado há muitos anos" Anderson Rodrigues Paiva Agricultor
"Eu fico muito triste por essa situação. Essa fonte é um benefício, não só para os moradores, mas também àqueles que passam por aqui. Os chalés nunca funcionaram de verdade. O dinheiro investido está se acabando"
Francisco Gomes de Sousa
Aposentado
Fonte: Diário do Nordeste

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